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    Para as empresas de varejo de hoje, cada janela de entrega é um teste de confiabilidade. A disponibilidade é agora uma medida de competitividade: empresas que a dominam estão conquistando clientes; as que falham estão perdendo-os.

    Rumo à Mudança, a pesquisa recente da Maersk sobre a resiliência da cadeia de suprimentos, revelou que, em média, as empresas de varejo perderam 3,6% de sua receita anual devido a disrupções na cadeia de suprimentos em seu recente ano fiscal.

    A maioria das empresas de varejo reconhece que um dos principais desafios na construção de uma cadeia de suprimentos resiliente é alcançar o equilíbrio certo entre agilidade e eficiência de custos — garantindo que as mercadorias estejam no lugar certo, no momento certo e a um custo comercialmente justificado. Mas nossa pesquisa com líderes de cadeia de suprimentos, logística e operações no setor de varejo mostra que muitos estão tendo dificuldade em fazer isso bem.

    Embora um terço delas mencione ganhos de eficiência da logística otimizada entre seus três principais êxitos de resiliência dos últimos dois anos, 26% sofrem contratempos. Isso mostra que a logística é uma alavanca de alto impacto: empresas capazes de sincronizar disponibilidade, velocidade e eficiência de custos ganharão uma vantagem sólida, ao passo que as que não a gerenciam correm o risco de transformar a logística em uma fonte de vulnerabilidade.

    O equilíbrio perfeito na resiliência da cadeia de suprimentos

    Deixar de manter o equilíbrio delicado necessário para uma logística otimizada é um desafio em todo o setor. Mas isso não precisa ser assim.

    A análise dos "líderes em resiliência" em nossa pesquisa — empresas de varejo que perderam menos de 1% de suas receitas devido à disrupção da cadeia de suprimentos no ano fiscal passado — mostra que essas empresas apresentam mais eficiência em alavancar as capacidades de seus fornecedores de serviços logísticos (logistics service providers - LSPs) para ajudar a equilibrar disponibilidade, agilidade e custos.

    • 61% dos líderes utilizam LSPs para melhorar as capacidades de armazenagem, em comparação com apenas 33% dos negócios menos resilientes (os "seguidores").
    • 57% dos líderes trabalham com LSPs no design da cadeia de suprimentos, em comparação com apenas 38% dos seguidores.

    Ao aproveitar essas capacidades, os líderes em resiliência estão otimizando e agilizando suas operações — reduzindo os prazos de entrega, melhorando a visibilidade e mantendo níveis de serviço sob pressão. Em nossa pesquisa, é mais do que o dobro da probabilidade de os seguidores terem alcançado o crescimento de receita vinculado a melhorias na cadeia de suprimentos. Também estão superando os seguidores em custos da cadeia de suprimentos e ganhos de eficiência.

    Isso é significativo. "Historicamente, as cadeias de suprimentos sempre foram vistas como operações de eficiência — eram um custo a ser controlado com mais rigor", diz Matt Swindells, chief operations and supply chain officer da empresa de varejo australiana Coles Group. "Mas no ambiente de varejo moderno, eles são, na verdade, facilitadores de crescimento: permitem que as empresas de varejo atendam às crescentes expectativas dos clientes."

    Cadeias de suprimento do setor de varejo: da vulnerabilidade à força

    Então, como as empresas de varejo podem integrar resiliência em todas as operações?

    1. Transforme a logística em uma vantagem estratégica

    A turbulência dos últimos anos mostrou às empresas de varejo que elas precisam elevar a logística de uma necessidade operacional para uma capacidade estratégica central — que seja capaz de influenciar diretamente a rentabilidade e a satisfação do cliente.

    O trabalho de LSPs globais como a Maersk mostra como o engajamento estratégico pode transformar a cadeia de suprimentos em um facilitador de crescimento. Por meio de redes independentes ou integradas por via marítima, transporte terrestre, armazenagem e entrega de última milha, as empresas de varejo podem:

    • Garantir clientes satisfeitos por meio de maior confiabilidade e velocidade de comercialização
    • Reduzir a perda de vendas ou aplicação de descontos, por meio da otimização de estoque
    • Conquistar participação durante o pico de concorrentes que estão em dificuldades
    • Identificar ineficiências de processos ou de custos
    • Melhorar a tomada de decisões durante disrupções
    • Absorver os choques inevitáveis deste ambiente volátil.

    Os líderes em resiliência reconhecem esta vantagem: 91% já estão investindo em parcerias de longo prazo e criando confiança para fortalecer a colaboração durante crises, em comparação com apenas 57% dos seguidores.

    2. Integrar agilidade interfuncional

    Algumas empresas de varejo frequentemente operam em silos — merchandisers e equipes de logística, por exemplo, trabalham com objetivos diferentes em mente; por isso, tendem a trabalhar de forma independente. Porém, muitas estão reconhecendo a necessidade de um alinhamento mais forte. Um total de 77% diz que a colaboração, gerenciamento, comunicação e habilidades de liderança interfuncionais serão essenciais para a resiliência nos próximos dois anos. No entanto, quase três em cada 10 admitem que ainda não dispõem dos processos de tomada de decisões interfuncionais necessários para equilibrar agilidade e estabilidade.

    Empresas menos resilientes classificaram a colaboração e a tomada de decisões interfuncionais entre suas habilidades mais necessárias. Os líderes, entretanto, colocaram tais fatores no nível inferior, indicando que já podem sentir-se mais confiantes quanto a suas capacidades transfuncionais.

    Quando surge uma crise, essas competências revelam seu valor. Em março de 2025, quando o ciclone Alfred atingiu Brisbane, Austrália, a Coles Group já havia construído os alicerces de dados e equipe para agir rapidamente. "É dinâmico: Os dados nos dizem onde uma mudança específica pode ser necessária, e a operação de ponta a ponta nos permite executar essa decisão com mais agilidade do que qualquer outra empresa", explica Swindells.

    3. Construa resiliência preditiva por meio de dados compartilhados

    O Santo Graal para todas as empresas de varejo é a visibilidade. O compartilhamento de informações — da visibilidade de inventário em tempo real à análise preditiva — transforma as relações logísticas em fontes de previsão, não apenas eficiência.

    Nove em cada 10 líderes trocam informações em tempo real sobre eventos, riscos e métricas de desempenho da cadeia de suprimentos, mantêm canais de comunicação abertos e frequentes para resolução rápida de problemas durante disrupções, e compartilham melhores práticas para estratégias de gestão de risco e resiliência. Estão muito à frente dos seguidores em cada uma dessas medidas.

    Deepak Menon, gerenal manager of international supply chain and transformation na Anko Sourcing, o ramo de cadeia de suprimentos da Kmart, explica como isso funciona na prática. A relação da empresa com seu LSP, a Maersk, é baseada no acesso compartilhado à análise de dados, mas cada lado usa sua própria experiência. "Isso nos dá muita flexibilidade", diz Menon. "Com base em sua análise de picos e vales, a Maersk pode decidir, por exemplo, como posicionar navios e como levar nossas mercadorias ao porto e aos nossos armazéns. Mas para otimizar o atendimento, podemos falar com eles sobre quais produtos devem ser colocados, e onde, nos contêineres — com nossos produtos mais vendidos na frente. Trata-se de ter uma relação que nos dê maior controle sobre nossa cadeia de suprimentos."

    Ferramentas como o Supply Chain Resilience Model da Maersk ajudam os clientes a avaliar e fortalecer a resiliência de suas cadeias de suprimentos, identificando riscos, avaliando diferentes cenários e melhorando a tomada de decisões. O modelo utiliza múltiplas fontes de dados e análise preditiva para fornecer maior visibilidade e permitir respostas mais proativas e flexíveis às disrupções.

    4. LSPs como facilitadores

    Claramente, os LSPs têm um papel importante a desempenhar para permitir que as empresas de varejo mantenham agilidade, velocidade e eficiência de custos. Soluções como o Maersk's Supply Chain Management combinam tecnologias, expertise humana e cobertura global, proporcionando às empresas de varejo uma estrutura sólida a partir da qual crescer e melhorar a tomada de decisões, quando se trata de disrupções inevitáveis.

    Muitas empresas de varejo já estão colaborando com seus LSPs em previsão, capacidade e gerenciamento de pedidos para fortalecer sua agilidade. Mas há uma lacuna notável: os líderes em nossa pesquisa têm 44 pontos percentuais mais probabilidade do que os seguidores de colaborar dessa maneira. Como os seguidores podem acompanhar?

    O que fazer a seguir para a resiliência da cadeia de suprimentos

    Para otimizar a logística para a resiliência, as empresas de varejo devem se concentrar em quatro prioridades:

    • Aprofundar parcerias com fornecedores — ir além da aquisição transacional e investir em previsões compartilhadas, planejamento de capacidade e compartilhamento de dados.
    • Envolver LSPs de maneira estratégica — como os líderes do setor, utilize LSPs para modelagem preditiva de riscos, diversificação e suporte à conformidade.
    • Incorporar colaboração à cultura — incorpore a tomada de decisão e as habilidades interfuncionais à gestão de relacionamentos.
    • Medir o impacto da colaboração — acompanhe tanto os custos quanto os resultados de resiliência, tais como velocidade de lançamento no mercado, satisfação do cliente e redução de perdas por disrupções.

    Os líderes do varejo passaram da logística transacional para a colaboração estratégica: estão combinando confiança, dados e responsabilidade compartilhada para antecipar disrupções. As empresas de varejo que seguem transformarão a logística de uma vulnerabilidade em uma vantagem competitiva.

    Prepare-se para fazer a resiliência inteligente da cadeia de suprimentos ir além! Explore o relatório completo Rumo à Mudança e saiba mais sobre o Supply Chain Resilience Model da Maersk, ou para mais tendências e insights sobre logística, leia e baixe The Logistics Trend Map.


    Sobre a FT Longitude

    A FT Longitude é uma agência especializada de liderança do pensamento, de propriedade do Financial Times, que atua com uma ampla gama das marcas B2B mais prestigiadas do mundo na Europa, EUA e Ásia-Pacífico. Os mais de 80 clientes da FT Longitude estão concentrados nos setores de serviços profissionais, serviços financeiros e tecnologia, mas também se estendem aos de energia, infraestrutura e manufatura, entre outros. Com sede em Londres, a empresa foi fundada em 2011 e foi selecionada como uma das Chief Marketer 200, Top Marketing Agencies de 2020, uma Inc. 5000 Europe em 2018, uma empresa FT 1000 em 2017, e uma empresa britânica de alto crescimento Leap 100 em 2016 pela City A.M. e Mishcon de Reya. É liderada pelos fundadores Rob Mitchell (CEO), James Watson (COO) e Gareth Lofthouse (Chief Revenue Officer). Para obter mais informações: visite longitude.ft.com.