Como parte de nosso compromisso em fornecer as informações mais atualizadas e pertinentes sobre o setor de logística, compartilhamos o nosso Market Update para a América Latina.
Você encontrará informações e dados interessantes sobre a atualização do estado dos portos, rotas de transporte mais importantes e notícias pertinentes.
Esperamos que considere as informações a seguir úteis, além de inspiradoras para impulsionar seus negócios e manter suas cargas em movimento.
Tópico do Mês: Projetando Cadeias de Suprimentos Resiliente para um Mundo Disruptivo
Na América Latina, as cadeias de suprimentos vêm enfrentando desafios únicos que vão desde desastres naturais e limitações de infraestrutura até mudanças regulatórias e volatilidade econômica. Neste contexto, projetar cadeias de suprimentos adaptativas tornou-se mais essencial do que nunca. O design adaptativo de cadeia de suprimentos vai além das métricas tradicionais de eficiência; enfatiza a resiliência, a flexibilidade e a capacidade de responder rapidamente a interrupções. Empresas que adotam essa abordagem podem manter a continuidade, atender os clientes de forma eficiente e até transformar a incerteza em vantagem competitiva, garantindo que suas operações permaneçam resilientes em um mundo onde a mudança é a única constante.
Estratégias de Multi-Sourcing
Face às disrupções globais, as empresas latino-americanas adotam cada vez mais estratégias multi-sourcing a fim de melhorar a resiliência da cadeia de suprimentos. Ao diversificar sua base de fornecedores em várias regiões, as empresas podem reduzir os riscos associados à dependência de uma única fonte, como tensões geopolíticas, desastres naturais ou instabilidade econômica.
Um recente relatório destaca que as empresas que empregam estratégias de sourcing multi-hub experimentam 25% menos interrupções na cadeia de suprimentos em comparação com as que dependem de uma única região. Essa abordagem não apenas reduz a dependência, como também promove o acesso a um conjunto mais amplo de ideias e inovações, algo crucial para manter a vantagem competitiva em um mercado em rápida transformação.
Na América Latina, a tendência de nearshoring, relocalização da produção mais perto da origem, está ganhando impulso. Países da América Central e o Brasil estão se tornando alternativas atraentes aos tradicionais polos de manufatura, oferecendo benefícios como redução de custos de transporte, afinidade cultural e alinhamento de fuso horário com os principais mercados.
No entanto, a implementação de uma estratégia de multi-sourcing na América Latina apresenta desafios únicos. A infraestrutura da região varia significativamente entre países, e navegar em ambientes regulatórios complexos requer planejamento cuidadoso e especialização local. Apesar desses desafios, os benefícios de uma cadeia de suprimentos diversificada, melhor gestão de risco, maior flexibilidade e acesso à inovação tornam o multi-sourcing um componente crítico do design adaptativo da cadeia de suprimentos na América Latina.
Para as empresas que operam na América Latina ou que fazem sourcing da América Latina, adotar estratégias de multi-sourcing não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para construir cadeias de suprimentos resilientes e adaptáveis capazes de prosperar em meio às incertezas globais.
Armazenamento Descentralizado
O armazenamento descentralizado é uma estratégia fundamental para a construção de cadeias de suprimentos adaptáveis, especialmente na América Latina, onde as disparidades de infraestrutura, as diferenças regulatórias e as interrupções regionais podem representar desafios significativos. Em vez de consolidar o estoque em uma única instalação central, as empresas distribuem o estoque em vários hubs regionais. Essa abordagem reduz a dependência de um único local, mitiga o risco de interrupções operacionais e aumenta a flexibilidade e a capacidade de resposta da cadeia de suprimentos como um todo.
Uma das vantagens fundamentais do armazenamento descentralizado é o aumento da velocidade de entrega. Ao posicionar os estoques mais próximos dos clientes finais, as empresas podem reduzir os prazos de entrega, diminuir os custos de transporte e responder de forma mais eficiente a picos inesperados de demanda. Pesquisas indicam que empresas que utilizam redes regionais de distribuição podem reduzir as distâncias de transporte em até 15% a 20%, o que se traduz diretamente em economia de custos e em um serviço mais ágil (Council of Supply Chain Management Professionals, 2023).
Armazéns descentralizados também melhoram a gestão de risco. A América Latina é suscetível a eventos naturais, como furacões, enchentes e terremotos, que podem interromper temporariamente a logística em determinadas regiões. Ao manter múltiplos locais de armazenamento em diferentes regiões, as empresas podem dar continuidade às operações mesmo quando uma das instalações for impactada. Além disso, essa dispersão geográfica permite uma melhor adaptação às exigências regulatórias e alfandegárias locais, otimizando o fluxo de estoques conforme as condições do mercado.
A flexibilidade operacional é outro benefício fundamental. Redes descentralizadas permitem que as organizações ajustem os níveis de estoque em locais específicos com base nas tendências de demanda local, na sazonalidade ou em oportunidades emergentes de mercado.
Por exemplo, um aumento na demanda dos consumidores no Brasil ou na Guatemala pode ser rapidamente atendido realocando estoques a partir de centros regionais próximos, reduzindo o risco de falta de produtos e melhorando a satisfação do cliente.
No entanto, gerenciar vários armazéns introduz complexidades. Essa estratégia exige sistemas de TI robustos para rastreamento de estoques e planejamento logístico sofisticado para evitar ineficiências, podendo também aumentar custos relacionados a pessoal, imóveis e tecnologia em comparação a um modelo centralizado. Apesar desses desafios, as vantagens estratégicas, a melhor resiliência, os tempos de resposta mais rápidos e a capacidade de personalizar as operações para os mercados regionais fazem do armazenamento descentralizado um pilar do design adaptativo da cadeia de suprimentos.
Para empresas que atuam em toda a América Latina, adotar uma estratégia de armazenamento descentralizado não é apenas uma escolha logística, mas um imperativo estratégico. Essa abordagem permite que as cadeias de suprimentos sejam mais ágeis, responsivas e resilientes, capazes de suportar interrupções regionais mantendo altos níveis de serviço e continuidade operacional. Para obter mais informações sobre armazenagem e distribuição na região, consulte Maersk Latin America Warehousing & Distribution.
Roteamento Dinâmico e Alocação de Estoques: Impulsionando a Agilidade de Resposta em Tempo Real na América Latina
O roteamento dinâmico e a alocação de estoque são essenciais para cadeias de suprimentos adaptativas na América Latina, onde o congestionamento de tráfego, o clima imprevisível e os padrões de demanda em mudança desafiam a logística diariamente.
O roteamento dinâmico utiliza dados em tempo real, como trânsito, janelas de entrega e capacidade dos veículos, para ajustar constantemente os trajetos de entrega. Estudos indicam que softwares de otimização de roteirização podem reduzir custos de entrega em até 40% e aumentar a eficiência operacional em 20% a 25%. Essas melhorias são particularmente relevantes em grandes centros urbanos, tais como Bogotá ou São Paulo, onde congestionamentos são uma grande barreira à confiabilidade.
A alocação dinâmica de estoque complementa a roteirização posicionando o estoque onde é mais necessário, reduzindo insuficiências e excessos. As empresas que utilizam esses mecanismos de otimização relataram reduções de estoque de até 25% no período de um (1) ano, mantendo a continuidade do serviço (IDC Manufacturing Insights, 2023).
Juntas, essas estratégias permitem que as cadeias de suprimentos na América Latina tornem-se mais rápidas, mais enxutas e mais resilientes, capazes de se adaptar instantaneamente às condições em tempo real, mantendo os custos sob controle.
Modelos de Aquisição Ágeis
A agilidade nas aquisições transforma o sourcing tradicional, com processos pesados, em uma abordagem flexível e colaborativa. Isso envolve os fornecedores desde o início, adota mudanças e prioriza valor concreto em vez de burocracia Esse modelo capacita as empresas a ajustar rapidamente as estratégias de sourcing em resposta à dinâmica de mercado em evolução, ao mesmo tempo em que incentiva a inovação por meio de informações compartilhadas e colaboração com fornecedores.
Aquisição ágil é mais do que uma estrutura conceitual na América Latina; está se tornando cada vez mais uma necessidade prática. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), estruturas de contratação flexíveis em todos os países permitiram que equipes de compras se adaptassem mais rapidamente às flutuações na demanda e na disponibilidade dos fornecedores. Essas inovações do setor público também estão começando a influenciar as práticas do setor privado.
Além disso, iniciativas de nearshoring e de sourcing regional vêm impulsionando a resiliência em todas as Américas. Executivos de cadeia de suprimentos relatam que estratégias como reposicionar operações para mais perto dos mercados internos vêm aumentando a necessidade de capacidades de aquisição ágeis para gerenciar redes diversificadas de fornecedores e alterar perfis de risco.
Os facilitadores tecnológicos também desempenham um papel fundamental. Em toda a América Latina, as empresas estão cada vez mais investindo em ferramentas baseadas na nuvem, painéis de controle em tempo real e análise preditiva para obter visibilidade de ponta a ponta sobre os processos de aquisição. Empresas que aproveitam essas ferramentas digitais relatam economias de custos e mitigação de riscos mais rápida.
Juntos, esses fatores ilustram por que a aquisição ágil é especialmente relevante em uma região marcada pela diversidade de infraestruturas, complexidades regulatórias e mudanças nas demandas do mercado. Ao adotar contratos flexíveis, estratégias de nearshoring e tecnologia moderna, as empresas latino-americanas podem criar sistemas de aquisição que sejam eficientes, além de altamente responsivos e resilientes, capazes de prosperar em meio à volatilidade e, ao mesmo tempo, oferecer valor sustentado.
No mundo atual de constantes interrupções, a resiliência da cadeia de suprimentos tornou-se um imperativo estratégico, especialmente na América Latina, onde a diversidade geográfica, regulatória e de infraestrutura gera tanto riscos quanto oportunidades. As estratégias exploradas neste artigo, multisourcing, armazenagem descentralizada, roteirização dinâmica e aquisição ágil, demonstram como as empresas podem ir além da eficiência no objetivo de construir sistemas projetados para adaptabilidade.
Ao diversificar fornecedores, distribuir estoques, utilizar tecnologias em tempo real e adotar modelos de compras flexíveis, empresas que atuam na região podem não apenas resistir a interrupções, mas também transformar a incerteza em vantagem competitiva. As cadeias de suprimentos adaptativas não são mais apenas sobrevivência; são o modo de prosperar na complexidade e incerteza.
Aqueles que adotarem a adaptabilidade como princípio fundamental definirão o futuro da logística na América Latina. Para explorar mais informações sobre a construção de cadeias de suprimentos resilientes na região, visite O caminho a seguir para as cadeias de suprimentos da América Latina.
Atualizações Marítimas
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Rota comercial
América do Norte e Intra-América para Costa Leste da América do Sul
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Comentários
A confiabilidade de cronogramas permanece forte para os serviços UCLA e TANGO. Continuaremos oferecendo o mercado Norfolk no serviço TP-12 via Cartagena. O tempo de viagem para Santos é de 25 dias. Com o início da vazante em Manaus, estamos acompanhando de perto as condições dos rios na região amazônica. Você pode contar conosco para mantê-lo informado por meio de comunicados oportunos caso ocorram mudanças. Começando com o 'Maersk Monte Linzor' 529B, retomaremos a escala semanal do Rio Grande pelo serviço TANGO. |
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Rota comercial
Costa Leste da América do Sul para Intra-Américas
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Comentários
O serviço Tango estendeu a suspensão de Norfolk (atendida via transbordo em Cartagena) e a escala quinzenal no Rio de Janeiro até nova notificação. Nova Rotação de Shuttle ECSA será Paranaguá–Santos (DP World) – Manzanillo (Panamá) para atender conexões do Caribe, EUA e Costa Oeste da América do Sul quinzenalmente. |
Status dos principais portos
CAC: Estão sendo adotadas medidas para reduzir os níveis de pátio e seus impactos no fluxo de cargas; o terminal de Manzanillo, no México, é o que vem enfrentando algumas dificuldades.
ECSA: O alinhamento do terminal, o portão e o pátio operam abaixo dos níveis ideais, embora com algumas restrições para embarcações com atrasos ou operações fora do prazo. Embarcações fora da janela podem enfrentar 1 a 3 dias de tempo de espera.
WCSA: Alguns terminais estão tendo dificuldades devido a chuvas fortes. Esse clima é típico da estação. As operações continuam conforme as condições permitirem.
Status do porto
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América Latina
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1 a 3 dias
Acajutla, San Lorenzo, Caucedo, Puerto Barrios, Sto Tomas de Castilla, Puerto Cortés, Santos 01, Santos BTP, Paranaguá, Itapoá, Rio de Janeiro, Bahia Blanca, Angel Lopez, José Luís Beitia |
4 a 7 dias
Manzanillo, MX |
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Resto do mundo
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1 a 3 dias
Savannah |
4 a 7 dias
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Atualizações terrestres
América Central, Região Andina e do Mar do Caribe
Destaques
Resiliência: O caminho a seguir para as cadeias de suprimentos da América Latina
Descubra como integramos recursos no objetivo de ajudá-lo a enfrentar os desafios atuais da cadeia de suprimentos. Se você não pôde participar da sessão ao vivo, poderá assistir à gravação completa do nosso recente webinar Rumo à Mudança [aqui]. Não perca a oportunidade de revisitar discussões importantes e obter informações valiosas de nossos especialistas. Aprofunde seus conhecimentos sobre resiliência: faça o download de nosso eBook Além do Básico: Aumentando a Resiliência da Cadeia de Suprimentos na América Latina, um guia prático para fortalecer suas estratégias de cadeia de suprimentos.
Maersk inaugura Centro Integrado de Embalagem e Armazenamento a Frio para fortalecer as exportações de frutas do Peru
A Maersk lançou oficialmente seu novo centro logístico de embalagem e cadeia fria em Olmos, Peru, uma mudança estratégica para apoiar o boom do setor de agroexportação do país. À medida que as exportações de frutas frescas do Peru continuam a aumentar, impulsionadas pela demanda global, a nova instalação foi projetada para fornecer velocidade e frescor da granja ao porto.
Maersk abre Centro Logístico do Panamá Pacífico como Gateway para a América Latina
A Maersk abriu sua nova instalação logística no Panamá Pacífico, aproveitando o papel do Panamá como gateway global para mercados da América Latina. Localizada em uma Zona Econômica Especial no lado Pacífico do Panamá, a instalação se estende por mais de 20.000 metros quadrados e foi construída especificamente para servir como um centro de distribuição centralizado para empresas que operam na América Latina, América do Norte e Ásia. A instalação permite que as empresas consolidem o inventário, simplifiquem a distribuição regional e acelerem o tempo de comercialização a partir de um único local altamente conectado.
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Europa
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